Série sobre Diabetes - Fantástico (TV Globo) - Episódio 3

Conforme prometido: vou falar!

Até que gostei do terceiro episódio da série sobre Diabetes do Fantástico. Mas acho que faltaram algumas críticas:

1) Sim, o sistema público de saúde não ajuda muito o paciente com Diabetes, ainda mais para quem depende somente dele. Primeiro pelo fato de achar que no Brasil só existe o tipo 2 da doença. Segundo por ter disponível para distribuição gratuita um número muito pequeno de medicamentos, ou seja, se você não toma aquele tipo, se vira. Ou entra na justiça e luta até conseguir ou tira do próprio bolso. Terceiro pela demora: médico na rede pública é uma luta.

2) Quando você descobre que tem uma doença crônica que pode causar vários danos ao seu corpo e que pode até te matar, você não espera sentado. Você briga! Corre atrás da informação, passa em cinco, seis postos. Se informa! Achei que a jovem da série poderia ter lutado mais pelos direitos dela, mas isso varia de pessoa para pessoa e dos recursos que essa pessoa tem, como acesso a internet, por exemplo (coisa que a série não mostrou).

Minha experiência: Quando eu descobri que estava com Diabetes, antes mesmo de ir no médico eu corri atrás da informação: na internet. Eu não sabia o que era a doença e logo fiquei sabendo que era grave e que exigia uma série de cuidados. Li também que para um determinado tipo de Diabetes o governo fornecia os medicamentos e o aparelho (pessoas dependentes de insulina sintética).

O médico do pronto-socorro também me informou isso, quando eu soube que teria que usar insulina e que teria que medir a glicemia várias vezes por dia. Segundo ele, o posto de saúde é obrigado a fornecer a insulina, a seringa, o aparelho e os insumos para o uso correto do aparelho.

No dia seguinte, eu estava com a receita na porta do posto. Lá me encaminharam para a agente de saúde que agendou e foi um dia até a minha casa para preencher a ficha. Ela já me deu um encaminhamento para passar na enfermeira para a primeira análise. Consegui marcar a consulta para uma semana depois. Passei com a enfermeira que me explicou que era preciso fazer uns exames e em seguida preencher uma ficha com o médico.

Avisei que tinha plano de saúde e que iria passar com os médicos e fazer os exames pelo plano. Minha salvação? Talvez. Para marcar o médico pelo plano, fazer os exames, voltar e preencher o formulário foram quase dois meses. Agenda de endócrino é lotada. É muito complicado marcar consulta.

Quando levei o encaminhamento preenchido pelo médico na hora me entregaram o aparelho de medir a glicemia, o lancetador e umas lancetas, além do lixinho perfurocortante. Na ocasião pediram a cópia de alguns documentos como RG e comprovante de residência. Quando os entreguei já peguei as tiras, as seringas e mais lancetas.

Não posso julgar aqui o caso da Aline, mostrado no Fantástico. Talvez eu tenha dado sorte pelo fato de ter um plano de saúde, por já ter disponível no posto um aparelho e um lancetador. Talvez ela tenha faltado em consultas do posto, já que eles marcam sem nem perguntar se você tem disponibilidade ou não, e assim ter atrasado mais ainda o processo.

Sobre o que o governo oferece, sei que muitas coisas ainda precisam melhorar, mas sei que só criticar o governo é complicado. Eu sempre penso que antes era bem pior e que as coisas vão melhorando aos poucos. Antigamente o posto não dava nada e a pessoa se virava como podia, hoje dá algumas coisas. Ainda não é o ideal, mas temos que pensar positivo. Temos que pensar que no futuro mais medicamentos estarão disponíveis. Por isso, é importante sempre lutar, sempre falar sobre o assunto e sempre exigir mais do governo.

Bom, fica aí o vídeo do Fantástico para vocês assistirem.


video

Fiquem a vontade para comentar aqui no blog!

Bjinhus

Luana Alves

Tenho mania de escrever e de ver sempre o lado bom das coisas. Com diabetes desde 2010, acredito que uma vida controlada e divertida é possível sim. Jornalista, creio que posso ajudar os outros a acreditar também. Que saber mais sobre mim? Clica aqui!

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