Fazendo cadastro no novo posto de saúde...



Ah, as burocracias... Ou deveríamos dizer burrocracias? Junta isso com a falta de tempo e eu estou há um ano sem conseguir fazer a minha transferência para o novo posto de saúde.

É isso aí! Um ano sem posto. Venho me virando com doações, trocas e algumas compras...

Metade da culpa é minha e da minha falta de tempo. O ano foi uma loucura... Quando vi já tinha passado um tempão. Outra metade com certeza é da burocracia que só dificulta.

Quando me mudei, no final de dezembro do ano passado, fiquei uns três meses pegando os insumos no antigo posto. Na data ia até lá e pegava. Até aí estava tudo bem.

Depois o posto ficou um três meses sem ter nada. Ia até lá e não tinham insumos. E na sequência mudou o esquema do posto antigo, o horário de entrega não batia mais com os meus horários, tinha que ir numa reunião todos os meses às 15h (eles acham que a gente não trabalha) e não tinha ninguém que pudesse pegar pra mim. E aí não tinha mais jeito... Eu tinha que mudar pra outro posto. Nisso já era quase julho.

Perguntei no posto antigo como eu deveria proceder, já que uso o aparelho cedido por eles. Me informaram que bastava ir no posto novo e pedir a transferência. Fui no mais perto da minha casa, cerca de dez minutos andando, e descobri que o posto que me atenderia ficava bem longe. Um ônibus e mais cinco minutos andando ou meia hora de caminhada.

Liguei lá primeiro para confirmar. Informei que tinha me mudado e que precisava trocar o posto de retirada de insumos. A moça me disse que uma agente de saúde teria que ir até a minha casa para fazer a minha ficha. Pegou nome, telefone, endereço e horário em que eu estaria disponível para atendê-la (manhã, já que trabalho à tarde). E esperei. Um mês e meio depois e nada. Já era começo agosto.

Liguei novamente no posto e me deram o celular da agente de saúde. Liguei para ela que me informou que tinha ido na minha casa três vezes e que não tinha me encontrado. Perguntei quando e em que horário. Nas três visitas, ela foi à tarde! Disse que no horário da manhã não poderia sair do posto. Então me dispus a ir lá.

Fui na semana seguinte, às 10h30. E ela não estava. Tinha saído para fazer visitas. Eu saia de férias na semana seguinte. Então deixei lá minha papelada com uma outra agente e disse que voltaria em um mês.

Voltei de férias em setembro. Correria, volta ao trabalho, alguns probleminhas para resolver. E quando vi era novembro e nada da agente. Voltei a ligar para ela. Que marcou um dia, em que eu fiquei em casa o dia inteiro (de folga) e foi em casa. Fez a entrevistinha, preencheu a ficha, pegou meus dados e ficou de marcar a consulta com o médico.
Adendo: No meio da entrevista ela pergunta: quem tem diabetes? Surpresa respondi que era eu, afinal estou a meses tentando fazer o MEU cadastro. E ela: Nossa, tão nova. Pensei: Nossa, agente de saúde e não conhece os tipos de diabetes. Mas deixa pra lá!
Ela perguntou que dias seria melhor para marcar a consulta. Diante da minha resposta de que poderia ser qualquer dia de manhã. Ela respondeu: Pode ser na terça às 15h? Calmamente disse que não. Que tinha que ser de manhã. Mas eu teria uma folga na outra semana, então marquei para o dia da minha folga na semana seguinte. Às 14h30 do dia da consulta, ela ligou avisando que o médico não iria ao posto. E que iria marcar para outro dia de manhã.

Dois dias depois ela deixa um recado na minha casa, que a consulta seria no dia 26, meio dia! Desisti de pedir horário melhor e fui lá. Uma hora de espera, uma consulta para o médico não me dizer nada demais. Disse que a minha médica era boa e que eu poderia continuar com ela (hahahaha) e que era só ir na farmácia do posto pegar os insumos. Momento de felicidade. Pensei: Que bom, que rápido, até que enfim!

Aí chego no farmácia e o atendente me informa: como você é de outro posto vai ter que ir até lá pedir a transferência. Aí eu surtei! Sabe toda a tranquilidade que tinha tido até aqui? Acabou! Disse pro cara que no outro me informaram que eles é que pediriam a transferência. Gente, passei até na consulta e não tinham feito a transferência??? O atendente então resolveu ir se informar. E disse: é, nós que temos que pedir a transferência, mas preciso que você traga cópia do comprovante de residência, do RG e do cartão do SUS.

Conclusão: a saga continua amanhã, porque eu não tinha nenhum comprovante de endereço comigo naquela hora... :(

E vamos que vamos!

Luana Alves

Tenho mania de escrever e de ver sempre o lado bom das coisas. Com diabetes desde 2010, acredito que uma vida controlada e divertida é possível sim. Jornalista, creio que posso ajudar os outros a acreditar também. Que saber mais sobre mim? Clica aqui!

2 comentários:

  1. É tem que possuir muita serenidade para lidar com o sistema público de saúde...Eu por exemplo tenho mandado judicial pra retirar meus medicamentos, estes dias meu glicosímetro pifou, apagou de vez, liguei onde retiro os medicamentos pra saber o procedimento e um tal de Rodrigo com muita má vontade me disse que está em falta pra eu ir ligando durante as semanas (?!?!) e se quiser reclamar de deu o telefone da ouvidoria (isso na Prefeitura de Guarulhos) é uma lástima...

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    1. Olá, Adriana, o meu glicossímetro apagou também uma vez, mas apenas com a troca da bateria ele voltou a funcionar. Será que não é isso?
      E realmente é difícil lidar com a má vontade e a falta de informação dos funcionários, porque não podemos ficar sem o aparelho e as coisas que eles tem a obrigação de nos fornecer, né?

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