Usando a Tresiba!

Tresiba, insulina, diabetes
Este ano, em dezembro, completarei sete anos de diabetes. E nesses últimos seis usei a NPH como insulina basal. Não vivíamos uma relação de amor e ódio, éramos grandes amigas. E por isso eu culpava o descontrole que vinha crescendo nos últimos dois anos a todos os outros fatores do mundo menos a ela.

E então, talvez enfrentando uma crise dos sete anos no relacionamento com a diabetes, este ano resolvi chutar uns baldes. Coisas que eram pequenas, mas que vinham me irritando e consequentemente atrapalhando o meu tratamento. E vamos combinar: saúde em primeiro lugar, certo?

Foi assim que eu resolvi mudar de médico e foi com ele que eu me divorciei da NPH e comecei a tomar a Tresiba. A mudança aconteceu no dia 27 de maio e a diferença desde então é gritante. Para ilustrar, mostro abaixo o período antes e depois:

Tresiba, insulina, glicemia, variabilidade glicêmica, hipoglicemia

Antes da Tresiba eu tinha uma grande variabilidade glicêmia grande, chegando a 180, e um número razoável de hipoglicemias, uma média de 12% das minhas medições. Acordar com uma glicemia abaixo de 100 era coisa rara! Sem falar que tomar as duas doses causavam confusão em dias em que eu ia comer pouco ou em horário diferente, como aos domingos. Para ver a imagem em tamanho maior, é só clicar nela.

Tresiba, insulina, instabilidade, variabilidade glicêmica, diabetes

Depois da Tresiba, a variabilidade melhorou muito! Caindo para 122. Ainda não está perfeito, mas já é um grande avanço! Eu e o médico queremos que seja menor do que 100. O controle ficou mas fácil e mais leve. Tomar uma dose diária garante que eu tenha basal 24 horas e assim acordar com as glicemias em 75, 80 e 90 virou rotina.

Vale ainda comentar que a glicada estimada caiu de 7,1% para 6,5%. E esta semana é semana de exames! Imaginem a minha torcida para que ela baixe daqueles maledetos 8,1%.

O tratamento está mais leve, mais fácil. Com a NPH eu tinha a impressão de que tinha que me esforçar para contar perfeitamente, não esquecer nenhuma refeição e nos últimos tempos andava meio tensa. Então imaginem agora como a vida deu uma facilitada.

Sobre a aplicação, achei simples. Percebi que às vezes ela arde um pouquinho mais do que a NPH e que a pele fica meio endurecida por um tempo. Mas não é um incômodo que não valha a pena. O que pesa é o preço e o fato de ela não ser distribuída gratuitamente na Farmácia Popular ou na farmácia do posto como a NPH. Tenho pago em média R$ 130 por caneta e uso duas por mês. Estou esperando a glicada baixar para entrar com processo administrativo e tentar receber pelo governo. Vai que cola, né?

Enfim é isso! Assim tem sido a minha nova vida com a diabetes. Estamos cada vez mais amigas!

E vem mais novidades por aí! Novas experiências! Aguardem!

Luana Alves

Tenho mania de escrever e de ver sempre o lado bom das coisas. Com diabetes desde 2010, acredito que uma vida controlada e divertida é possível sim. Jornalista, creio que posso ajudar os outros a acreditar também. Que saber mais sobre mim? Clica aqui!

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