Euzinha no Portal De Bem com a Vida

É, gente, tô ficando xique! Hahahahaha

Abaixo uma entrevista que dei no portal sobre minha viagem para os Estados Unidos no ano passado! Ficou bem lega!!

Histórias de uma jornalista de férias nos Estados Unidos: Luana Alves

Luana AlvesSempre que saímos de férias para lugares nunca antes visitados, são poucas as pessoas que não têm uma história diferente, engraçada ou até mesmo um aprendizado que trouxeram para casa. Luana Alves, jornalista, 30 anos, três deles com diabetes, é uma garota muito especial e comunicativa. Esteve durante três semanas, na casa de seu tio em Boston, ficou mais cinco dias em Nova Iorque e mais dois em Washington. Ela aproveitou para relatar ao Portal De Bem com a Vida o que aconteceu nas suas férias com relação à alimentação gordurosa, à viagem de avião, e ao ajuste da glicemia.
De Bem com a Vida:  Como foi a viagem de avião?
A viagem de ida de avião foi bem tranquila, principalmente porque os voos eram praticamente seguidos e os horários em que as refeições foram servidas supriram minhas necessidades. Tive algumas hiperglicemias, mas acredito que tenha sido mais pela ansiedade de ir para um lugar novo e principalmente de passar as férias com meu tio que é como um pai para mim.
Já a volta foi diferente. Entre os dois voos, de mais ou menos seis horas cada, tinha uma escala de sete horas no Panamá. Fiz toda a programação, incluindo barrinhas, sucos e um lanche no Panamá, contando com as refeições dos voos. Tudo estava dando certo, mas após o meu segundo embarque, houve uma turbulência, sem falar que o voo tinha saído com atraso, e ficamos aproximadamente três horas sem poder fazer nada. Não podíamos nos levantar e o serviço de bordo não podia ser servido. Com isso, foi dando a minha hora de comer. Preocupada, comi algumas coisas que tinha na bolsa. Tudo doce para o caso de emergência. Alguns cookies, barrinhas, etc, que somassem o tanto de carboidratos que iria comer na refeição. Fiquei mais calma por saber que não teria uma hipo, mas meia hora depois, a turbulência parou e as refeições do avião foram servidas. Aí fiquei em dúvida sobre se comia a comida ou não. Como estava com necessidade de algo salgado, corrigi a glicemia e comi normalmente. No fim, deu tudo certo.
De Bem com a Vida: Como foi a adaptação da comida de local?
A primeira semana foi a mais complicada, porque queria experimentar tudo. Além disso, era tudo novidade, estava muito excitada e a glicemia desandou. Demorei dois dias para entender o que estava acontecendo e, mesmo sabendo que estava exagerando nas comidinhas, descobri que a ultrarrápida não estava funcionando. Troquei o refil e tudo começou a entrar nos eixos. No geral, a comida de lá tem mais gordura, mas por outro lado, os norte-americanos têm mais opções saudáveis do que o que vemos por aqui. Por exemplo, todas as bebidas, inclusive os isotônicos têm versão zero. Em qualquer banca de jornal era possível encontrar um sem açúcar pelo mesmo preço do normal. O supermercado também tem uma boa variedade de alimentos. Um pouco mais caro como aqui, mas pelas opções, até vale a pena.
De Bem com a Vida:  O que fez para ajustar a quantidade de insulina com a quantidade de carboidrato e de gordura?
Continuei injetando a mesma quantidade da basal, o que mais fiz foi medir antes de comer qualquer coisa, fato que aqui não faço normalmente, e sempre corrigi quando estava mais alta. A minha médica e nutricionista tinham feito algumas mudanças antes da viagem, como: injetar doses fixas de ultrarrápida antes de refeições grandes como almoço e jantar. Isso também ajudou muito. Mas tive dificuldade para calcular a gordura dos alimentos. Achava que sabia quanto tinha comido e quando media acabava tendo uma surpresa. Como ainda não estava adaptada para correção de gordura, minha médica preferiu só corrigir o antes das alimentações com mais afinco. Depois de duas semanas, tudo estava mais dentro do controle.
De Bem com a Vida: Há alguma história engraçada ou interessante para contar?
Desde que embarquei, minha maior vontade era tomar um café da manhã com panquecas. Meu tio me levou para um brunch, horário de algumas comidas mais pesadas. Por isso deixam de ser consideradas café da manhã, além de serem servidas mais tarde, por volta das 11h da manhã. Quando o prato chegou à mesa, acho que tive uma hiper só de olhar. Tinha panqueca, ovo, torrada, linguiça, batata frita e bacon. Uma bomba calórica... rs. Fiquei uns dois minutos pensando no que fazer. Calmamente medi minha glicemia, que estava ótima, tomei a dose fixa de ultrarrápida, relaxei e aproveite. Afinal ia ser só aquela vez. Estava uma delícia e não aguentei nem metade do prato. Depois fui controlando o resto do dia e segurei a boca o resto da viagem.
De Bem com a Vida:  O que visitou por lá?
Em Boston, adorei o Quincy Market, mercado de comidas típicas, e um centrinho comercial. Amei o Boston Common, parque lindo, e um bairro chama North End, que é de famílias italianas. Em Nova Iorque, adorei o Central Park, o musical Spider Man, o Top Of the Rock, de onde é possível ver a cidade toda lá de cima, e a5th Avenue, super charmosa. Em Washington, o National Mall com todos os museus Smithsonian, sem falar do Lincoln Memorial: gigantesco.
De Bem com a Vida: Como é o diabetes para você?
Eu sempre acho importante me lembrar de que tenho diabetes e que isso não me limita de forma alguma. Com conhecimento, é possível realizar qualquer sonho. Por isso, busco sempre aprender o possível sobre a diabetes, me informar sobre as novidades e sobre o que é e qual a melhor forma de tratar o que tenho. Quando descobri que tinha diabetes tomei uma decisão: passaria o resto da minha vida tratando apenas o diabetes e muito bem, para nunca ter de tratar as complicações. É assim que começo cada um dos meus dias. E é essa a mensagem que eu deixo: diabetes é tratável, não limita e não atrapalha, então cuide dela e evite que seu futuro seja complicado!
 Espero que tenham gostado.

Até a próxima!

Unknown

Tenho mania de escrever e de ver sempre o lado bom das coisas. Com diabetes desde 2010, acredito que uma vida controlada e divertida é possível sim. Jornalista, creio que posso ajudar os outros a acreditar também. Que saber mais sobre mim? Clica aqui!

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