#DomandoaDiabetes: Combatendo a inércia clínica com o monitoramento glicêmico

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E continuando este maio lindo. O tema do mês é monitoramento glicêmico! Já falamos aqui sobre a importância de sempre medir a glicemia e ainda lançamos um super concurso que vai dar o novo aparelho da One Touch de presente!

Agora é hora de falar sobre inércia clínica. Confesso que a nomenclatura é nova para mim também. Ouvi na semana passada em um evento sobre controle glicêmico. Quem o abordou foi o Dr. Augusto Pimazoni Netto, da Unifesp.
A inércia clínica é definida como a falta ou atraso da implementação de medidas terapêuticas eficazes para ajudar no controle e na evolução do diabetes. Um estudo do ano de 2008, que avaliou cerca de 6.000 diabéticos brasileiros, demonstrou que apenas 10% dos diabéticos do tipo 1 e cerca de 26% dos diabéticos do tipo 2, obtinham um controle adequado de sua doença.
Ou seja, inércia clínica é ver que o troço está descontrolado e simplesmente não fazer nada! Não se assuste se você estiver vivenciando este quadro, ele é super comum! Eu mesma ouvindo a palestra percebi que estava em um momento inerte.

Desde o começo do ano vinha levando a diabetes com a barriga. Via os resultados ruins, mas também via uns bons aqui e acolá e lá no fundo me enganava que estava tudo bem e que logo logo eu ia dar um jeito! E quando vi, já era MAIO!!! Neste meio tempo tive uma hipoglicemia severa, uma internação por cetoacidose e uma glicada de 8,1% para fechar o quadro da diabetes largada e abandonada!

E aí? Senta e chora? Nem pensar! Quando sai do hospital e duas semanas depois, fiz a tal hemoglobina glicada e marquei uma consulta com a médica. Mas só consegui agendamento para dali um mês. Eu ia simplesmente esperar, quando ouvi o Dr. Pimazoni falar sobre a importância de não demorar para fazer os ajustes.
"O problema da inércia clínica é devido a pelos menos três aspectos: a superestimação da atenção proporcionada aos diabéticos; a utilização de razões não-fundamentadas para intensificar o tratamento da doença; e a falta de educação, treinamento e organização prática, destinada a atingir as metas do tratamento", diz o Dr. Lawrence S. Philips, especialista em diabetes.
Sabendo que eu já tenho um conhecimento depois de seis de tratamento, decidi, enquanto esperava a consulta, fazer microajustes. Para acompanhar bem de perto, baixei um aplicativo de monitoramento que já tinha ouvido falar muito bem e que tem gráficos bem bacanas.

Ele é tão espertinho que faz cálculos com base no seu peso, tipo de tratamento e tipo de insulina que toma. Tudo sugestão claro e fica a critério seu e do seu médico decidir se vale a pena ou não optar pelo que está escrito ali.

Com base nisso e em alterações passadas, fiz pequenos ajustes e há três dias ando tendo só glicemias boas e lindas!

Olha só!

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Semana 1Foi a semana em que eu comecei a fazer os pequenos ajustes. A média glicêmica estava em 180 com uma variabilidade glicêmica também nesta faixa. E uma estimativa de glicada de 7,1%

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Semana 2Depois de algumas sugestões e de ver pelos gráficos os horários mais problemáticos, ajustei basal e ultrarrápida e a diferença é bem clara. Média glicêmica de 128, com variabilidade de 114 e glicada estimada de 6,8%.

Bacana, né? Imagina só o quanto eu estou feliz! Mas acreditem, nada substitui o médico. Eu só fiz esses ajustes por conta própria porque me trato com a mesma médica há anos, ela é super didática quando explica e eu também lei e estudo muito sobre o assunto. Então, não, eu não recomendo! Quis apenas dar um exemplo de que quando queremos e temos o conhecimento necessário, podemos sim mudar nossa situação!

Mas de qualquer forma, o toque para o tal "deixa que depois eu vejo" é válido! Não espere amanhã para fazer os ajustes que vão melhorar o seu controle hoje! E nada de loucura, seja parcimonioso.

E mais, vale ficar atento se a inércia não está no seu médico também. Isso de marcar consulta a cada três meses também pode atrapalhar o seu tratamento, principalmente se você ainda não tiver educação suficiente para ir mudando aos poucos enquanto espera!

Sair da inércia depende de você, do seu médico e de toda a equipe que te acompanha! Deixo aqui então essas duas lições: cobre do seu médico um tratamento eficiente, efetivo e no tempo certo e não empurre seus glicemias descontroladas com a barriga! Viver mais e bem está nas suas mãos e de mais ninguém!

Espero que vocês tenham gostado e que não se deixem paralisar no seu dia a dia. Semana que vem tem dicas de como medir sua glicemia com eficiência! E lembre-se de seguir as pílulas do conhecimento nas redes sociais (Face, Insta e Twitter - @adiabeteseeu) com a #DomandoaDiabetes!

Fontes:
http://www.scielo.br/pdf/abc/2010nahead/aop09110.pdf
http://www.news-medical.net/news/20160426/2594/Portuguese.aspx
http://portaldocoracao.com.br/a-inercia-clinica-e-um-dos-principais-determinantes-do-insucesso-no-tratamento-de-diabeticos-diz-especialista/

Unknown

Tenho mania de escrever e de ver sempre o lado bom das coisas. Com diabetes desde 2010, acredito que uma vida controlada e divertida é possível sim. Jornalista, creio que posso ajudar os outros a acreditar também. Que saber mais sobre mim? Clica aqui!

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